Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.
I Timóteo 4:12
Às vezes me pego a
pensar em como me preocupo com o que as pessoas pensam. Vejo tanta gente por aí
dizendo que somos quem somos e que por isso não devemos nos preocupar com o que
os outros pensam pessoas que consideram isto como um sinal de uma personalidade
fraca e dependente da aprovação dos outros. Dizem: O importante é a sua consciência! No
entanto, a minha consciência insiste em lincar a sua paz a imagem transmitida e
não a intenção original dos meus atos.
Também já ouvi
pessoas dizendo que se, sabemos quem somos nos preocupamos menos com o que as
pessoas dizem que somos. Concordo que essa postura seja bem válida às vezes em
que somos mal interpretados e ainda as que ganhamos adjetivos que realmente não
merecemos. Nesta hora, é um alívio nos acalentar na certeza de que sabemos quem
realmente somos. No entanto, acredito que o melhor seja estar bem intencionado,
ser bem compreendido e poder ser visto como um bom exemplo em todas as coisas.
Utopia? Pode até ser, mas que é o melhor ninguém pode negar!
Na prática sabemos
que o exemplo vem das atitudes, não do que falamos. Isso significa que se não
conseguimos demonstrar o que somos e o que cremos através das nossas atitudes, o
nosso exemplo se perderá no caminho, ainda que não seja intencional, ainda que
seja um só um mal entendido.
No texto bíblico
que cito no início Paulo convida Timóteo para ser exemplo, e o ser inclusive
para os fiéis, ou seja, devemos ser exemplo inclusive para aqueles que consideramos
quase que irrepreensíveis.
Já reparou como
existem pessoas que admiramos e com as quais queremos nos parecer e que por
isso somos frequentemente levados a imitá-las e a nos preocupar com a opinião
delas a respeito das coisas que fazemos e até das que pensamos?! Pois é, me
perguntei o porquê disso e cheguei a uma conclusão. Nós que fazemos isso (me
incluo) não estamos preocupados com a aprovação de nossos pais, mães, maridos,
pastores ou amigos, na verdade queremos a aprovação de Deus. O problema é que
muitas vezes não estamos próximos dele o suficiente e não sentimos firmeza nas
nossas próprias decisões, nos nossos intuitos, pois a nossa paz já não nos
serve de tira teima.
Daí, preferimos confiar nossas decisões à opinião
de pessoas que, a nosso ver, esteja em dia com Deus, pois pensamos que se temos
o aval desta pessoa certamente temos o aval de Deus. O que até faz sentido,
pois Paulo já dizia: Sede meus imitadores como eu sou de Cristo. O problema não
está em ter alguém como exemplo, o problema é nunca sermos exemplo pra ninguém.
O problema é ficarmos escorados na espiritualidade de outras pessoas, é nos
contentarmos em ter um relacionamento de segunda mão com um Deus de primeiríssima
mão. É um desperdício! Um bom exercício para mudarmos isto é seguir o conselho de
Paulo ao jovem Timóteo e sermos exemplo dos fiéis. Faça por onde ser exemplo de
quem hoje é o seu referencial. E por fim lembre-se que apesar de existirem pessoas
fiéis a Deus, não haverá nenhum outro exemplo de perfeição como Jesus Cristo.
Se você fitar os olhos somente nele nunca irá se decepcionar, infelizmente não
posso dizer o mesmo dos demais seres humanos.





